FORTE ABRAÇO!!!
domingo, 18 de dezembro de 2011
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Notas do Patrimônio em RG
A Audiência Pública realizada nesta sexta-feira,26, na Câmara Municipal, versando sobre a Presrvação Do Patrimônio Cultural foi empolgante pela condição de unir os municípios no propósito da preservação, bem como pela apresentação dos arquitetos da Secretaria Municipal da Coordenação e Planejamento, e que foi reconhecida por todos os presentes.
A abertura aconteceu às 9h pelo presidente da Câmara Municipal, Renato Albuquerque-PMDB, que passou a coordenação à vereadora Jussara Carpes-PT(Bagé), Coordenadora da Frente Parlamentar Pela Preservação do Patrimônio Histórico. Renato afirmou que " a Jussara é a cara desse movimento". A primeira apresentação foi da Consultora do IPHAN-RS, Geisa Rorato, mostrando o Plano de Ação Para as Cidades Históricas. Logo a seguir, o Secretário Municipal da Coordenação e Planejamento Paulo Renato Moura Cuchiara, fez um relato das atividades do município do Rio Grande quanto à preservação do patrimônio cultural. Após a sua manifestação, convidou a arquiteta Jane Borghetti para realizar a apresentação do Plano de Ação do Patrimônio Cultural e Desenvolvimento Social do Rio Grande.
Esta apresentação encantou a todos. Logo a seguir, o prefeito Fábio Branco-PMDB, fez uma pequena intervenção elogiando o trabalho dos colegas da SMCP, e adendando alguns detalhes novos ao Plano. Participaram da Audiência Pública vereadores de Porto Alegre, Pelotas; Bagé; Itaqui; São José do Norte. O município de São José do Norte, que participou pela primeira vez do encontro, foi um dos mais empolgados com o Plano, e com as possibilidades que o mesmo apresenta.
O público também pode participar fazendo perguntas aos integrantes da Mesa. O encerramento aconteceu às 12h 30m, e às 14h foi realizada uma visita guiada ao Centro Histórico do Rio Grande, Área Industrial e Naval, Molhes da Barra e Cassino. A próxima Audiência Pública acontecerá dia 22 de março na cidade de Itaquí.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
A Dama e o Conde
Em quatro anos de pesquisa sobre o balneário Cassino nunca havia encontrado uma matéria tão bem escrita em periódicos sobre a localidade. O cenário mudou quando no dia 14/02/2010 o jornal Zero Hora publica em seu caderno dominical Donna: “Histórias da Nobreza Praiana”. Fiquei primeiro intrigado, pensando “vixi...lá vem um mais do mesmo sobre os casarões...”. Tinha tudo para dar nisso, ainda mais quando os personagens centrais da matéria são duas figuras que já tiveram seus momentos de figurões, e hoje são como um velho álbum da Copa de 74, interessantes, mas na estante e bem guardado.
Mas veio a surpresa. O texto é pra lá de bem escrito, e consegue fazer o que nenhum repórter de outros jornais conseguiu: não cair na louvação sem limites dessas famílias que possuem seu quinhão de importância na história do Balneário, mas ao mesmo tempo não resumem “TODA” a história em si mesmos.
Jamais o texto desvaloriza os dois personagens (a dama Vera Lawson e o Conde Bianchini), mas não os trata como a oitava maravilha do universo – equívoco já cometido por mais de um pesquisador citadino. O repórter Guilherme Mazui consegue fazer um texto que me pareceu bem humorado até, simpático e respeitoso com seus entrevistados mas com um Q de “isso ficou pra trás, acabou, já era esse papo de chá das 5”.
Parabéns ao repórter Guilherme, e que sirva de exemplo de que um texto sobre o Cassino não precisa necessariamente se ajoelhar aos pés das famílias reais que se agarram aos títulos comprados e assoalhos que já não mais suportam as cristaleiras empoeiradas.
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Véio Zuza

Na semana passada a música e o humor perderam uma figuraça: Arnaud Rodrigues. Por isso, essa semana o juckbox do Território tocará a clássica obra dele em parceria com Chico Anisio, Baiano e os Novos Caetanos. Álbum cheio de mensagens subliminares no período do regime militar, entrega canções do quilate de “Vo Bate PA tu” e “Urubu ta com raiva do Boi”. Alguém falou em delação e milagre econômico aí?
Cuidado que é transmissível e vicia!
O Canto de Ossanha
(V. Moraes e Baden)
O canto da mais difícil
E mais misteriosa das deusas
Do candomblé baiano
Aquela que sabe tudo
Sobre as ervas
Sobre a alquimia do amor"
O homem que diz "dou"
Não dá!
Porque quem dá mesmo
Não diz!
O homem que diz "vou"
Não vai!
Porque quando foi
Já não quis!
O homem que diz "sou"
Não é!
Porque quem é mesmo "é"
Não sou!
O homem que diz "tou"
Não tá
Porque ninguém tá
Quando quer
Coitado do homem que cai
No canto de Ossanha
Traidor!
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor...
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
E mais misteriosa das deusas
Do candomblé baiano
Aquela que sabe tudo
Sobre as ervas
Sobre a alquimia do amor"
O homem que diz "dou"
Não dá!
Porque quem dá mesmo
Não diz!
O homem que diz "vou"
Não vai!
Porque quando foi
Já não quis!
O homem que diz "sou"
Não é!
Porque quem é mesmo "é"
Não sou!
O homem que diz "tou"
Não tá
Porque ninguém tá
Quando quer
Coitado do homem que cai
No canto de Ossanha
Traidor!
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor...
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor...
Amigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha
Não vá!
Que muito vai se arrepender
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer...
Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!...
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor...
Amigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha
Não vá!
Que muito vai se arrepender
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer...
Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!...
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor...
Por que em tempos de polêmica é sempre não perder algumas coisas de vista, como o whisky sem gelo...
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Humor
Artigo
Leonardo Boff
O poeta Affonso Romano de Sant'Ana e o prêmio Nobel de literatura, o portugues José Saramago, fizeram da cegueira tema para críticas severas à sociedade atual, assentada sobre uma visão reducionista da realidade.
Mostraram que há muitos presumidos videntes que são cegos e poucos cegos que são videntes. Hoje propala-se pomposamente que vivemos sob a sociedade do conhecimento, uma espécie de nova era das luzes. Efetivamente assim é. Conhecemos cada vez mais sobre cada vez menos. O conhecimento especializado colonizou todas as áreas do saber. O saber de um ano é maior que todo saber acumulado dos últimos 40 mil anos.
Se por um lado isso traz inegáveis benefícios, por outro, nos faz ignorantes sobre tantas dimensões, colocando-nos escamas sobre os olhos e assim impedindo-nos de ver a totalidade. O que está em jogo hoje é a totalidade do destino humano e o futuro da biosfera. Objetivamente estamos pavimentando uma estrada que nos poderá conduzir ao abismo. Por que este fato brutal não está sendo visto pela maioria dos especialistas nem dos chefes de Estado nem da grande mídia que pretende projetar os cenários possíveis do futuro?
Simplesmente porque, majoritariamente, se encontram enclausurados em seus saberes específicos nos quais são muito competentes mas que, por isso mesmo, se fazem cegos para os gritantes problemas globais. Quais dos grandes centros de análise mundial dos anos 60 previram a mudança climática dos anos 90? Que analistas econômicos com prêmio Nobel, anteviram a crise econômico-financeira que devastou os países centrais em 2008?
Todos eram eminentes especialistas no seu campo limitado, mas idiotizados nas questões fundamentais. Geralmente é assim: só vemos o que entendemos. Como os especialistas entendem apenas a mínima parte que estudam, acabam vendo apenas esta mínima parte, ficando cegos para o todo.
Mudar este tipo de saber cartesiano desmontaria hábitos científicos consagrados e toda uma visão de mundo. É ilusória a independência dos territórios da física, da química, da biologia, da mecânica quântica e de outros. Todos os territórios e seus saberes são interdependentes, uma função do todo. Desta percepção nasceu a ciência do sistema Terra.
Dela se derivou a teoria Gaia que não é tema da New Age mas resultado de minuciosa observação científica. Ela oferece a base para políticas globais de controle do aquecimento da Terra que, para sobreviver, tende a reduzir a biosfera e até o número dos organismos vivos, não excluidos os seres humanos.
Emblemática foi a COP-15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague. Como a maioria na nossa cultura é refém do vezo da atomização dos saberes, o que predominou nos discursos dos chefes de Estado eram interesses parciais: taxas de carbono, níveis de aquecimento, cotas de investimento e outros dados parciais.
A questão central era outra: que destino queremos para a totalidade que é a nossa Casa Comum? Que podemos fazer coletivamente para garantir as condições necessárias para Gaia continuar habitável por nós e por outros seres vivos?
Esses são problemas globais que transcendem nosso paradigma de conhecimento especializado. A vida não cabe numa fórmula, nem o cuidado numa equação de cálculo. Para captar esse todo precisa-se de uma leitura sistêmica junto com a razão cordial e compassiva, pois é esta razão que nos move à ação. Temos que desenvolver urgentemente a capacidade de somar, de interagir, de religar, de repensar, de refazer o que foi desfeito e de inovar. Esse desafio se dirige a todos os especialistas para que se convençam de que a parte sem o todo não é parte.
Da articulação de todos estes cacos de saber, redesenharemos o painel global da realidade a ser comprendida, amada e cuidada. Essa totalidade é o conteúdo principal da consciência planetária, esta sim, a era da luz maior que nos liberta da cegueira que nos aflige.
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Colaboração
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Vamos falar mau do axé!
O cantor e compositor de Porto Alegre Nei Lisboa fez aquilo que chamo de “mexer num vespeiro”. De algum forma criticou o tradicionalismo (MTG) e esse gauchismo inventado no Rio Grande do Sul. Pronto, arrumou uma confusão – sadia na minha análise – que se estende por mais de um mês nas páginas da Zero Hora e nos mais variados espaços da blogosfera.
Nei cometeu o crime maior, o próximo passo será extraditá-lo do Rio Grande do Sul, pois segundo alguns blogs ele não seria digno de ser gaúcho ao fazer tais comentários. Chega um ponto que o blogueiro diz: “Esse tal de Nei Lisboa”.. E mais “será que ele está em final de carreira e sem espaço na mídia para divulgar seu péssima trabalho”. Provavelmente esse sujeito que escreve estava em Marte nos últimos 30 anos, mas tudo bem
Assim como o cantor, tenho as mesmas impressões sobre a música tradicionalista gaúcha, que esteticamente e quanto a sua temática, nunca me “seduziram” (para usar os termos do cantor). Não me sinto um centésimo identificado com esse tipo de música, ela me parece distante demais da realidade em que 70% dos jovens estão inseridos – restando o alcance em uma faixa etária que aos poucos tende a desaparecer como os bastiões desse tradicionalismo. Os tchês musics reinarão?
Acredito que mensagem de Nei Lisboa seja bastante clara, ele está criticando de maneira ácida mesmo essa homogeneização da música gaúcha, como sendo esse tipo a “verdadeira” música de nossa terra. E logo ele acrescenta: “Enfim, que identidade musical a gente tem aqui em Porto Alegre?” Estendo a mesma questão para o restante do Rio Grande do Sul.
(Em uma resposta bem humorada eu diria a Nei que a capital virou “emo”. Mas vamos deixar assim, senão o pessoal começa a chorar...)
Por isso tudo, sua critica se direciona no sentido da marginalização de outros estilos musicais, e mais do que isso, no sentido de você não poder “não gostar” da música tradicionalista gaúcha e seus derivados. Seria como assinar um atestado de “não sul-riograndense”, e assim o passo seguinte seria ir embora.
Por favor! Eu não gosto desse tipo de música! Isso não me faz um riograndense? Em situações fora do Estado quando perguntado sobre a música do sul eu não êxito em sacar Nei Lisboa, Vitor Ramil, Wander Wildner, Replicantes, EngHaw. Nunca precisei falar seja de Leonardo, seja do compositor do “Churrasquinho de mãe” ou deixar ver...alguém dos Fagundes.
Como no Rio Grande do Sul é proibido questionar o tradicionalismo, não nos resta outra alternativa senão passar o dia criticando o axé, sertanejo, do funk. Como diz uma comediante de gosto duvidoso (aos "minimamente esclarecidos"): “Isso pode!”
Nei cometeu o crime maior, o próximo passo será extraditá-lo do Rio Grande do Sul, pois segundo alguns blogs ele não seria digno de ser gaúcho ao fazer tais comentários. Chega um ponto que o blogueiro diz: “Esse tal de Nei Lisboa”.. E mais “será que ele está em final de carreira e sem espaço na mídia para divulgar seu péssima trabalho”. Provavelmente esse sujeito que escreve estava em Marte nos últimos 30 anos, mas tudo bem
Assim como o cantor, tenho as mesmas impressões sobre a música tradicionalista gaúcha, que esteticamente e quanto a sua temática, nunca me “seduziram” (para usar os termos do cantor). Não me sinto um centésimo identificado com esse tipo de música, ela me parece distante demais da realidade em que 70% dos jovens estão inseridos – restando o alcance em uma faixa etária que aos poucos tende a desaparecer como os bastiões desse tradicionalismo. Os tchês musics reinarão?
Acredito que mensagem de Nei Lisboa seja bastante clara, ele está criticando de maneira ácida mesmo essa homogeneização da música gaúcha, como sendo esse tipo a “verdadeira” música de nossa terra. E logo ele acrescenta: “Enfim, que identidade musical a gente tem aqui em Porto Alegre?” Estendo a mesma questão para o restante do Rio Grande do Sul.
(Em uma resposta bem humorada eu diria a Nei que a capital virou “emo”. Mas vamos deixar assim, senão o pessoal começa a chorar...)
Por isso tudo, sua critica se direciona no sentido da marginalização de outros estilos musicais, e mais do que isso, no sentido de você não poder “não gostar” da música tradicionalista gaúcha e seus derivados. Seria como assinar um atestado de “não sul-riograndense”, e assim o passo seguinte seria ir embora.
Por favor! Eu não gosto desse tipo de música! Isso não me faz um riograndense? Em situações fora do Estado quando perguntado sobre a música do sul eu não êxito em sacar Nei Lisboa, Vitor Ramil, Wander Wildner, Replicantes, EngHaw. Nunca precisei falar seja de Leonardo, seja do compositor do “Churrasquinho de mãe” ou deixar ver...alguém dos Fagundes.
Como no Rio Grande do Sul é proibido questionar o tradicionalismo, não nos resta outra alternativa senão passar o dia criticando o axé, sertanejo, do funk. Como diz uma comediante de gosto duvidoso (aos "minimamente esclarecidos"): “Isso pode!”
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